Esta greve foi deflagrada em um momento de desespero para que a categoria não perca seus direitos, Tormin é quem não está cumprindo a lei e nos deve. Afirmou uma professora nas dependências da prefeitura e indignada com a situação.

A remuneração dos servidores da rede municipal de Luziânia é a pior entre os 22 municípios do Entorno Sul. Por mês, um professor que trabalha 40 horas semanais ganha o salário de R$ 2.290, sem auxílio-alimentação.

Caso a greve se estenda mais sete dias, o ano letivo ficará comprometido e a prefeitura corre o risco de perder os recursos do governo federal para a educação referente a 2018. Isso porque, segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), é necessário que as escolas do município cumpram 200 dias letivos por ano e 800 horas de aula para que o município receba os recursos federais.

“Se fizermos greve até semana que vem não teremos tempo hábil para repor este ano e a prefeitura não receberá as verbas e os repasses de 2018. Estamos falando de um montante de mais de 100 milhões”, diz a professora Mary Moreira Lima, professora da rede municipal há 6 anos e secretária de imprensa do Sintego.

Segundo a Secretária de Educação do município, Indiana Carneiro Machado, um reajuste salarial para os professores comprometerá a folha de pagamento da prefeitura. “Nós já comunicamos a eles que não tem como dar aumento neste ano, a previsão de recursos não permite reajustes”, informou a secretária.

Quanto ao pedido de um novo concurso público, a secretária informou que a prefeitura está impedida de realizar certames enquanto não houver uma decisão sobre dois concursos anteriores que estão suspensos por ação judicial.

Resta saber até quando o prefeito, o poder legislativo, os deputados que representam a região e demais autoridades, ficarão de braços cruzados, enquanto os alunos perdem o ano letivo !! 

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Luziânia – Falta de diálogo -  publicado em 26 de setembro de 2017

 

Professores ocupam prefeitura pedem audiência com o prefeito Cristóvão e mantem greve que já dura 16 dias

Mais de 70% dos servidores da educação do município aderiram à paralisação. Quinze mil crianças de 2 a 10 anos estão sem aula e correm o risco de perder o ano letivo. Segundo os professores, o prefeito se recusa a ouvir as reivindicações da categoria

Mais de 300 servidores da educação ocuparam o saguão da Prefeitura Municipal de Luziânia, cidade no Entorno de Brasília, nesta terça-feira (26/9). Na semana passada, um grupo de professores chegou a dormir durante cinco dias no local para tentar uma negociação de salário com o prefeito do município, Cristóvão Tormin. Segundo os professores, há três anos a categoria não recebe reajuste dos vencimentos. A greve dura 16 dias e afeta 15 mil estudantes de 2 a 10 anos.

Além do reajuste da data-base, os professores reivindicam melhores condições de trabalho, auxílio-alimentação, pagamento do adicional de periculosidade para os servidores do administrativo e concurso público.

Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Goiás (Sintego), Cláudia Albernaz, a greve só vai acabar quando a categoria conseguir uma audiência com Tormin.

“Temos tentado buscar uma negociação há mais de dois anos e não conseguimos. Ele [o prefeito] não quer dialogar de jeito nenhum, o único jeito que vimos foi acampar aqui para negociar com eles”, disse a presidente.

Mais cedo, um grupo de aproximadamente 40 pais de alunos tomou a iniciativa de compor uma comissão para pedir que o prefeito receba os professores, mas sem sucesso. Ficou claro que a greve poderá ser encerrada, desde que o prefeito aceite dialogar com a categoria e apresente propostas concretas.