Herdeira do ex-distrital Benedito Domingos, a pré-candidata a distrital Bena Domingos (PTC) representará a família nas urnas. Em 2014, ela tentou chegar à Câmara dos Deputados, mas, com 8.027 votos, não foi eleita. “Será uma campanha pela renovação. Temos de cobrar do Executivo local ações para melhorias no setor prioritário”, disse o presidente regional do partido, Divino Omar.

Benedito está afastado da política e cumpre prisão domiciliar devido a condenações por fraude à licitação e corrupção passiva. Segundo a denúncia, o ex-parlamentar fechou um acordo com o Palácio do Buriti para a compra de enfeites para a decoração do Natal da empresa do filho.

A prole do ex-senador Luiz Estevão, preso na Papuda há dois anos pelos desvios milionários nas obras do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, por outro lado, controla o PRTB-DF. Fernanda Meireles, filha do empresário, preside a sigla, que tem candidatos ao GDF, ao Senado e às câmaras Legislativa e dos Deputados. São os braços de Estevão, proprietário do portal Metrópoles.

Câmara Legislativa

Dois distritais, Ricardo Vale (PT) e Rafael Prudente (MDB), pretendem repetir a dose neste ano. O petista herdou o espólio depois de o irmão, Paulo Tadeu, deixar a política para assumir uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do DF (TCDF).

Ricardo elegeu-se com 14.223 votos e aposta em bandeiras de minorias para crescer na política. Rafael, por sua vez, é filho de Leonardo Prudente, conhecido pelo vídeo em que aparece guardando dinheiro nas meias, descoberto na Caixa de Pandora. Ele conquistou o apoio de 17.581 eleitores no último pleito.

Filho do ex-distrital Raad Massouh, o pré-candidato Raad Massouh Júnior (PSDB) pretende conquistar uma vaga no Legislativo local.

Em 2013, o pai teve o mandato cassado pelo suposto desvio de emenda parlamentar no valor de R$ 47 mil para a realização de show em Sobradinho. Neste ano, contudo, o patriarca foi absolvido das acusações na Justiça.

 

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Política sucessória – publicado em 01 de maio de 2018

 

Herdeiros apostam no imperialismo e no legado dos parentes para perpetuar poder no DF

Na linha de sucessão, pretendem substituir pais, avós, tios e maridos que se afastaram do alto escalão por problemas judiciais, imbróglios no Legislativo ou quadros delicados de saúde. A promoção das pré-candidaturas está a todo vapor há meses nas ruas e em redes sociais. Com o negócio de família, os herdeiros visam garantir, de geração em geração, a permanência dos sobrenomes no poder.

Cinco postulantes podem representar a família Roriz nas urnas para manter o legado do patriarca. Desta vez, a divulgação das pretensões começou mais cedo. Em uma publicação no Instagram, por exemplo, Joaquim Roriz Neto fez menção ao número de desempregados no DF e usou o tom eleitoral. “Na época do meu avô, Brasília era o maior canteiro de obras da América Latina. A economia pulsava. Portanto, quero dizer essa mensagem de esperança: dias melhores virão”, profetizou, em uma inserção de 42 segundos.

Mulher do ex-chefe do Palácio do Buriti, Weslian Roriz (PMN) é cotada para disputar o Senado na chapa encabeçada por Eliana Pedrosa (Pros). Ela testou o eleitorado em 2010 como candidata ao Executivo local. À época, o marido, que havia renunciado o mandato de senador em 2007 para escapar de um processo de cassação, abriu mão do pleito devido à incerteza jurídica. A filha dela, a distrital Liliane (Pros), pode ficar com a vaga ou pleitear a suplência.

No período estipulado pela lei eleitoral, os dois filhos do empresário e ex-vice-governador Paulo Octávio (PP) assinaram a ficha de filiação à sigla do pai. Bisnetos do ex-presidente Juscelino Kubitschek e empresários, André e Felipe são vistos como potenciais sucessores da família,

Há, contudo, incertezas sobre a viabilidade da candidatura. O empresário ficou por quase duas semanas à frente do GDF em 2010, quando o ex-governador José Roberto Arruda (PR) deixou o posto devido à Operação Caixa de Pandora. Pressionado pelos indícios de irregularidades que chegavam ao seu nome e pelo próprio partido, à época o DEM, ele renunciou para evitar um eventual processo de cassação.

Sucessores de réus

Réus na Justiça Federal pelo superfaturamento do Estádio Nacional Mané Garrincha, o ex-governador Arruda e o ex-vice-governador Tadeu Filippelli (MDB) também pretendem alavancar familiares no poder.

O primeiro está inelegível e constrói a candidatura a deputada federal da esposa, Flávia Arruda (PR). A ex-primeira-dama, porém, garante que o cenário ainda está em aberto.

Flávia se submeteu às urnas pela primeira vez em 2014. Naquele ano, ela assumiu o posto de vice de Jofran Frejat, porque Arruda deixou o pleito depois de ter o registro cassado pelo TSE. 

Postulante a uma cadeira na Câmara dos Deputados, Filippelli aposta na pré-candidatura a distrital da nora, Ericka. A presidente do MDB Mulher costuma acompanhar o ex-vice-governador em eventos de cunho político e aparece constantemente nas publicações dele em redes sociais.

Filho do ex-senador Gim Argello, preso desde abril de 2016 por vender facilidades na CPI da Petrobras a empresas investigadas na Operação Lava-Jato, o empresário Jorginho Argello filiou-se ao PRB para entrar no páreo por uma vaga no Legislativo local.